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3 Oportunidades Internacionais em UX Design em menos de 1 Ano — Entrevista com Louise Santos

Carreira 12 min read

Nesta entrevista, conversamos a Louise Santos, aluna do Bootcamp MID. Ela nos conta como começou a se interessar por UX Design e como, em menos de 1 ano, conseguiu 3 oportunidades de trabalho internacionais! Confira!

Louise é nossa aluna no Bootcamp MID e nesta entrevista ela nos conta como migrou de uma área mais técnica para UX Design.

Além disso, ela comenta como conseguiu obter 3 oportunidades de trabalho em menos de 1 ano e dá dicas para importantes para o processo seletivo da Toptal.

Se você quiser, pode assistir o vídeo da entrevista logo abaixo:

Louise, apresente-se para a gente!

Eu sou formada em Sistemas de Informação e comecei trabalhando brevemente com back-end.

Mas rapidamente mudei para front-end porque senti que gostava bastante de ter esse contato mais forte com a interface e com os usuários.

Quando comecei a ouvir sobre usabilidade, eu ainda não tinha ideia sobre o que era a área de UX Design. Na verdade, nem sei dizer se na época esse termo já estava difundido.

Enfim, comecei a me interessar por usabilidade e procurava muitos materiais sobre o assunto. Acabei descobrindo bastante coisa sobre UX/ UI, o que fez me interessar ainda mais pela área.

O meu primeiro contato com UX Design foi em uma empresa em que eu trabalhava como front-end, em 2017. Lá, eu comentei que gostaria de participar mais dos processos de UX e UI. Eles compraram a ideia e me deram a oportunidade para começar a trabalhar com isso.

A partir desse momento foi que eu comecei realmente a voltar meu foco para migrar para a área.

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O que te atraiu em UX Design?

A primeira vez que tive que pesquisar sobre usabilidade foi para o meu TCC da faculdade! Por conta disso, já percebi um certo interesse sobre o assunto. Na época, eu não sabia que existia uma melhor definição para esse conceito.

Nesse sentido, sempre que o assunto era UX e UI, eu não sentia o peso dos estudos; eu gostava de estudar sobre isso! Diferente de alguns assuntos sobre programação, os quais eu sabia que eram importantes para conseguir trabalhar fora do país, mas eu não tinha a mesma vontade de estudar.

Além disso, trabalhar com interfaces sempre foi do meu agrado. Tanto que passei de back-end para front-end justamente para estar mais próxima das interfaces.

Quando percebi que havia uma área específica que era responsável pela usabilidade e pelas interfaces, eu me interessei mais ainda!

Desse modo, logo que entrei nessa empresa em que tive meu primeiro contato com UX, percebi que a área de usabilidade só possuía uma única pessoa. Ela estava bem atolada de trabalho e exercia muitas tarefas relacionadas a liderança e gestão.

Então, eu comentei que gostaria de estar mais próxima dessa área e a empresa me deu a oportunidade de ficar com a parte de UI Design. Eu comecei então a fazer redesigns e com o tempo pude ir me aprofundando mais em UX Design.

Portanto, eu acho que a minha mudança foi algo bem natural. UX Design era um assunto que eu já gostei logo de cara, mas não posso dizer que eu larguei a programação de forma pensada e planejada.

Foi algo que evoluiu naturalmente, enquanto eu trabalhava com as duas coisas ao mesmo tempo. Chegou um momento em que eu tive que decidir qual caminho eu gostaria de dar foco. Foi então que escolhi UX Design.

Como foi essa sua primeira experiência com UX Design?

Em um primeiro momento, eu só executava e fazia mais a parte de UI Design mesmo.

Eu trabalhava em cima de decisões que já haviam sido tomadas. Portanto, não era algo que exigia muito de mim. No geral, eu construía a interface e depois executava o código. Era bem tranquilo.

No entanto, começou a ficar mais interessante e desafiador quando comecei a participar mais dos processos de UX Design. Dessa forma, as decisões partiriam de mim e eu tinha que defender minhas ideias e argumentos.

Além disso, eu senti, e ainda sinto, falta de ter um background mais voltado para design gráfico e como trabalhar a parte visual para contribuir na usabilidade.

Mas como a minha migração foi bem tranquila, aos poucos, todas essas mudanças e necessidades foram mais suaves.

Wikipedia Sketches | Portfólio Louise

No início, como você estudava sobre UX? Quais materiais você utilizava?

Logo no começo eu já lia diversos artigos no Medium. Mas tudo o que eu consumia ficava apenas na teoria.

Nesse sentido, foi muito bom colocar esses assuntos em prática. Eu senti que eu aprendi muito mais colocando a mão na massa, errando e corrigindo. Na época, a pessoa que era líder em UX na empresa me deu muita orientação também.

Além disso, eu assistia vídeos sobre como usar certas ferramentas, como Figma e ouvia podcasts para me inspirar sobre a carreira.

Mas chegou um momento em que eu me senti muito estagnada. Mesmo lendo livros e artigos na internet, eu comecei a sentir que não estava progredindo na velocidade em que eu queria.

Foi então que, em um daqueles podcasts, eu ouvi falar sobre a Aela e sobre o Bootcamp MID.

O MID foi o primeiro curso de UX Design o qual eu me interessei a fazer.

Você comentou sobre a vontade de trabalhar em outro país, como foi o processo para buscar por esse tipo de oportunidade?

Na verdade, a minha vontade era de mudar para outro país. Não estava muito atrelado a trabalhar em empresa internacional ou até mesmo, trabalhar remotamente.

Sendo assim, eu tinha vontade de conseguir um visto, já que eu não possuo cidadania para poder entrar livremente em outros países.

Em um primeiro momento, eu comecei a procurar por intercâmbios. Mas eles acabaram não sendo a melhor opção financeira para mim. Era uma alternativa inviável.

Por conta disso, comecei a procurar oportunidades de trabalho que pudessem me ajudar a conseguir um visto e a mudar de país.

A primeira coisa que eu mudei foram o meu LinkedIn e o meu portfólio. Traduzi os dois para o inglês. Além disso, pedi para meu professor de inglês focar em conversações de entrevista de emprego, para me ajudar em vocabulário e expressões.

Com relação ao meu portfólio, eu coloquei projetos da minha primeira experiência em UX e também projetos do MID e estudos de caso.

Eu lembro que a primeira oportunidade que surgiu foi na Farfetch, em Portugal. Ao mesmo tempo em que eu conversava com eles, foram surgindo outras oportunidades. A maioria para trabalhar em Startups em Amsterdam, na Holanda.

No entanto, as vagas sempre tinham um background em front-end, devido a minha experiência.

Foi quando surgiu uma oportunidade totalmente voltada para UX Design na Nova Zelândia. E eu decidi abraçar essa chance.

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Você acredita que seu background técnico ajudou em suas primeiras entrevistas?

Eu acredito que acabou sendo um diferencial sim.

Algumas empresas entravam em contato comigo e eu sentia que o interesse delas era para que eu trabalhasse com as duas coisas: front-end e UX Design.

Mas quando a vaga era claramente focada em UX, eu sentia que meu background técnico fazia certa diferença também.

Como foi realizar as entrevistas de forma remota?

Acho que uma das coisas que mais me deixavam nervosa era o inglês.

Apesar de estudar o idioma, o fato de não utilizar ele no dia a dia, aqui no Brasil, deixa a gente um pouco inseguro na hora da entrevista.

Então, quando a entrevista fluía com varias perguntas, uma atrás da outra, eu ficava bem nervosa!

Além do idioma, uma questão que eu senti muito também foi o fuso horário! Lembro que cheguei a participar de uma entrevista e tive que acordar as 5 da manhã, aqui do Brasil!

Mas fora esses dois pontos, os processos eram bem tranquilos. Eu costumava pesquisar sobre a empresa antes da entrevista, até porque era comum me perguntarem os motivos de querer trabalhar com eles. Nesse sentido, essa pesquisa prévia me ajudava a me inteirar sobre o negócio deles.

Projeto Nível 1 Landing Page | Portfólio Louise

Em menos de 1 ano, você conseguiu 3 oportunidades internacionais em UX Design, certo?

Isso mesmo!

A minha primeira oportunidade internacional foi na Nova Zelândia, como comentei. Cheguei a ir pra lá e morar um tempo no país.

Mas essa experiência acabou não dando muito certo e acabei voltando para o Brasil. Mas eu ainda queria conseguir outra oportunidade internacional.

No entanto, eu voltei para o Brasil em fevereiro de 2020, um pouco antes de estourar toda a pandemia e quarentena. Então ficou impossível conseguir sair do país.

Mas, por conta disso, começaram a surgir mais oportunidades remotas e eu comecei a aplicar. E foi assim que eu consegui uma oportunidade para trabalhar em uma empresa americana, localizada em Boston.

Além disso, paralelamente, também consegui ser aprovada para trabalhar na Toptal!

Sobre a Toptal, como foi o processo seletivo?

Acredito que o processo como um todo tenha demorado cerca de 1 mês. Mas isso porque eu não estava trabalhando na época e pude me dedicar inteiramente a ele.

O processo de um colega meu demorou bem mais do que isso, porque era difícil conciliar as agendas para marcar as reuniões.

Falando sobre o processo, ele é composto por 4 etapas.

A primeira etapa é totalmente para testar o seu idioma. O entrevistador, pelo que percebi, não tinha conhecimentos sobre UX Design. O objetivo dele era testar a minha comunicação e o nível do meu inglês.

Passando por essa primeira etapa, eles pedem para montar um portfólio com um determinado número de projetos. Se eles aprovarem esse portfólio, você vai para a próxima etapa que é a apresentação do mesmo.

Na apresentação, eu fui questionada sobre diversos pontos técnicos relacionados aos projetos do portfólio.

Em seguida, a próxima etapa é um teste prático para testar os seus conhecimentos técnicos e o seu raciocínio para solucionar problemas.

Uma coisa que eu achei interessante é que para cada etapa os entrevistadores eram diferentes. Ou seja, a avaliação é feita baseada nas suas habilidades e não precisa se preocupar se o entrevistador foi ou não foi com a sua cara.

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Muitas pessoas tem vontade de participar da Toptal, você tem alguma dica para elas?

Acho que existem 2 dicas que considero importantes.

A primeira é se concentrar em passar na primeira etapa, na qual avaliam o seu inglês. O filtro ali é muito grande. Portanto, o seu inglês precisa estar em um bom nível. Não precisa ser fluente no idioma, mas você precisa estar confortável com ele.

Portanto, se você está inseguro ou ainda tem dificuldades com o inglês, eu diria para você não se aplicar e estudar o idioma um pouco mais. Isso porque se você é reprovado nessa etapa, você só poderá aplicar novamente depois de 6 meses! Então, vale a pena focar mais no estudo para não acabar postergando seu processo.

A outra dica que eu posso dar é: deem foco nos processos de UX Design! Essa é uma dica que eu aprendi com a Aela, inclusive.

Nas etapas e entrevistas, a Toptal não quer somente ver o resultado final do seu portfólio ou do seu teste. Eles querem entender o seu raciocínio, as suas dificuldades e os motivos que te levaram a chegar naquele resultado. Portanto, se preocupe com o processo, desde as pesquisas até os testes com o usuário.

Wireframe Página de Suporte | Portfólio Louise

Como você conseguiu a oportunidade na empresa de Boston?

A maioria das entrevistas que eu consegui foi pelo LinkedIn.

Quando estourou a questão da pandemia e da Covid-19, eu comecei a procurar por oportunidades remotas e acabei encontrando uma vaga nessa empresa de Boston.

Eu me identifiquei muito com a empresa e eles também gostaram de mim. O processo deve ter durado cerca de 1 mês também e eu estou bastante feliz trabalhando com eles.

Alguma dica para as pessoas que procuram vagas pelo LinkedIn?

A dica que eu posso dar é para não ficar aplicando em vagas aleatoriamente.

Acho que vale a pena estudar o perfil da empresa e da vaga para entender se é realmente aquilo que você está buscando.

Eu sempre dei preferência para empresas internacionais menores, que pudessem dar espaço para o meu desenvolvimento e que já estivessem acostumadas a trabalhar com estrangeiros.

Portanto, planejar a maneira como você vai buscar vagas é muito importante.

Mesmo porque, as empresas possuem bancos de dados e sabem se você já aplicou para uma vaga anteriormente. Dependendo do espaço de tempo entre uma aplicação e outra, você não será selecionado por conta de políticas internas das empresas.

Aconteceu comigo essa situação. Eu sempre quis trabalhar no Booking em Amsterdam. Então eu sempre me candidatava para as vagas de lá, diversas vezes.

Uma vez, enviei meu currículo diretamente para uma pessoa que trabalhava lá. Ela me retornou dizendo que eu não poderia aplicar para a vaga porque a última vez que eu apliquei fazia pouco tempo.

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Como você identifica no LinkedIn que uma vaga é remota?

Eu coloco na pesquisa, no campo de localidade, que eu quero vagas remotas. Dessa forma, a ferramenta retorna somente vagas com essa modalidade.

Eu sempre fiz essa pesquisa pelo desktop, não sei se no aplicativo existe essa opção.

O que você diria para a Louise do passado?

Eu diria para ela não ter medo!

Lembro que isso era algo que me segurava muito nas minhas decisões, mesmo quando eu ainda era back-end e front-end.

Quando comecei a arriscar mais, senti que aprendi muito. Mesmo com as dificuldades e com os erros.

Nesse sentido, tomo como exemplo a minha experiência na Nova Zelândia. Mesmo não tendo dado certo, voltei com mais experiência e com um inglês melhor!

A segunda coisa que eu diria para a Louise do passado, mas que ainda serve para a do presente, é: estude!

Nenhum conhecimento é jogado fora. Às vezes algo que você aprende hoje será usado amanhã para resolver algum problema. Portanto, estudar é estar sempre à frente.


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