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Impactando Com UX Design — Entrevista Com Diogo Alvarez

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Confira nesse artigo como o desejo de impactar positivamente a vida das pessoas fez com que Diogo migrasse de profissão.

Diogo, conta um pouco sobre seu background antes de migrar para UX/UI

No meu último ano da faculdade, eu estudava publicidade, consegui uma vaga de estágio na área, em uma agência. Fiquei lá por dois anos, porém ela acabou fechando devido à crise de tecnologia. Passei nove meses como freelancer, trabalhando de casa.

Em 2010, surgiu uma oportunidade na Netshoes e eu fiquei lá até março de 2018. Eu fui Assistente de Fotografia — inclusive esse foi meu primeiro cargo na empresa –, Assistente de Arte e, posteriormente, Diretor de Arte. Foi na própria Netshoes que conheci UX e UI e comecei a desenvolver interesse pela área.

O que você fazia como Diretor de Arte?

Lá, eu era responsável pela criação das campanhas. Tanto endomarketing quanto para o varejo, então eu trabalhava com arte mesmo, não vídeo. Às vezes, quando fazíamos alguma filmagem, eu dava uma direção nessa área mesmo. Mas o que eu realmente fazia era a interface da arte, criação de logos, tratamento de imagem. Era a publicidade bem tradicional.

O que começou a te chamar a atenção para essa área de interface de produto?

Na Netshoes eu fazia bastante landing page, sempre para o consumidor final — até então não tinha UX. Quando essa área entrou, eu comecei a ver qual era a função e importância deles, porque até então eu não conhecia nada. Antes, por exemplo, eu fazia os quadrados e pintava de cinza — eu não sabia que se chamavam wireframe.

Depois, os profissionais de UX assumiram essa parte do trabalho e começaram me passar o material com algumas regras. Com o passar do tempo, eu comecei a entender o porquê dessas regras e a conversar com esses profissionais para aprender mais sobre a área, porque eu sentia falta dessa relação com o consumidor final.

Dica de Leitura: UX Design - O Que é e Como Atuar na Área?

Como foi essa migração da Publicidade para UX Design?

Em muitos casos, acredito que a Publicidade acaba expulsando a pessoa da área. Eu digo isso porque vi acontecer com muitos amigos e colegas, que estão descontentes com a Publicidade e estão querendo migrar.

Eu passei por isso. Estava há quase dez anos na empresa e, apesar de ser um excelente lugar para se trabalhar, a área já não estava me agradando tanto. Quando passei a conhecer mais sobre UX e UI percebi que tinha mais facilidade e familiaridade com UI, então decidi me desafiar e aprender mais sobre UX.

A possibilidade de ajudar pessoas por meio do meu trabalho mexeu bastante comigo. Eu entrei em publicidade para ver a minha arte, então quando eu via minhas criações em algum outdoor, eu achava o máximo. No entanto, era algo muito meu. Com o UX e UI, eu consegui realmente impactar positivamente a vida das pessoas, entender suas dores e necessidades e poder entregar o meu melhor para elas.

Sketeches de um projeto de UX realizado por Diogo para a Netshoes
Sketeches de um projeto realizado por Diogo para a Netshoes
Sketeches de um projeto realizado por Diogo para a Netshoes
Dica de Leitura: Como o Design Centrado no Usuário Pode Beneficiar a Todos

Qual foi seu maior desafio ao entrar para a área de UX?

Quando eu sai da Netshoes, eu fiz um trabalho freelancer numa agência, atendendo uma conta de tecnologia. Era um trabalho tranquilo porque era mais voltado para UI, área onde já tinha experiência. Depois que esse trabalho acabou, voltei para essa mesma agência para atender um banco, porém foi um trabalho mais complexo.

Nesse trabalho, eu atuava com um parceiro, éramos uma dupla. Eu era UI e ele era UX e a gente sempre tentava trabalhar juntos para aprendermos mais sobre as duas áreas. Foi um projeto bem legal e enriquecedor, porém acabei saindo quando eu consegui essa vaga onde estou hoje.

Nessa vaga, estou como UX/UI ou Product Designer. Está sendo bem mais desafiador porque agora eu lido direto com o consumidor final e stakeholders. Estou realmente colocando a mão na massa agora e isso para mim faz toda a diferença!

O que está te motivando mais nessa mudança?

Antes, eu pegava o job, entendia o job, fazia o que era preciso e, se precisasse, o cliente me passava as alterações. Agora não. Eu sento com cliente, entendo sua necessidade, quais são os objetivos das alterações que irei fazer.

Esse contato está sendo muito novo e eu estou achando muito legal. Estou conseguindo entregar projetos bem completos e, como consequência, recebendo vários feedbacks positivos.

Uma das últimas campanhas que eu fiz, eu tive cinco dias para concluir toda a minha parte. Eu precisava focar bastante no layout. Quebramos esse projeto completo em sprints, então fizemos entregas menores ao longo das semanas para podermos aumentar nossa assertividade no produto final.

Estou aprendendo algo diferente agora e, por ser uma área completamente nova para mim, a possibilidade de estar sempre aprendendo alguma coisa nova todo dia é realmente empolgante. Por estar na área de publicidade há tanto tempo, a curva do meu aprendizado era bem menor e eu estava me sentindo bastante estagnado.

O que você acha que te ajudou nessa transição para UX Design?

Eu entrei no curso em dezembro de 2018 e comecei a comprar alguns livros e ver vídeos no YouTube. Porém, os fatores mais importantes nessa jornada foram as aulas, as mentorias de todos e o suporte da equipe e comunidade do Bootcamp Master Interface Design (MID), sempre um ajudando o outro.

Em março, eu sai da Netshoes e em abril eu já comecei a trabalhar nesse emprego novo. Acabou sendo rápido mesmo, em menos de 6 meses eu consegui migrar para UX. Coincidiu de eu encontrar os trabalhos freelancers e logo depois engatar nessa posição atual.

Como foi o processo de organizar portfólio e se preparar para as entrevistas?

O portfólio eu já tinha desde a Netshoes e ia trabalhando e atualizando ele conforme ia fazendo novos projetos. Mas ele não estava organizado porque eu já estava empregado e não havia essa necessidade.

Quando eu sai, eu comecei a cuidar mais dele. Então, fui separando o que precisava realmente ter de informações. Depois de uma conversa que tivemos no MID, eu aprendi que não precisa ter muita coisa no portfólio porque ninguém lê tudo, então passei de umas 10 peças para algo em torno de 5 ou 6 — e ainda assim acho que é muito!

No trabalho onde estou atualmente o processo de entrevistas e contratação foi, surpreendentemente, ágil. Eles estavam precisando de alguém para início imediato, então fiz a entrevista de manhã, o gestor avaliou o meu portfólio e à tarde eu já tinha recebido a ligação com a proposta. Em uma semana resolvi toda a parte burocrática, como exame médico, fotografia, entre outros, e já comecei.

Porém, antes eu entrar aonde estou, fiz alguns outros processos seletivos que foram mais demorados. Em uma startup tive que fazer uma entrevista e um teste com o RH (Recursos Humanos), uma entrevista com o P.O (Product Owner), outra com o Gerente de Produto e, finalmente, com o CEO. Acabei não passando por essa última, mas se tivesse, ainda teria mais uma entrevista antes ser aprovado. Tudo isso demorou um mês.

Wireframe de um projeto do Diogo Alvarez
Wireframe de um projeto do Diogo Alvarez
Dica de Leitura: Portfólio de UX Design - 6 Dicas Essenciais para Montar o Seu

Que dica você daria para alguém quer migrar para UX?

A maior dica eu acho que é, se possível, faça o Bootcamp Master Interface Design (MID). As aulas são muito boas, os professores estão sempre próximos e os colegas são muito unidos nessa etapa, todos se ajudando e trocando conhecimento. Acho isso muito legal porque assim o mercado cresce junto.

Outros lugares para você aprender são livros e canais no YouTube. Tem muitos lugares com conteúdo muito bom e esclarecedor que passam as informações com muita clareza. Agora é melhor hora para migrar. O mercado está bem aquecido aqui no Brasil, Europa, o mundo todo, na realidade.

Quais são seus próximos passos em termos de carreira?

Eu pretendo continuar na área de UX e crescer ainda mais. Se possível, pretendo tentar alguma posição internacional, seria bem interessante. Buscar sempre conhecimento e estudar. Essa área é muito dinâmica, todo dia tem alguma novidade para se aprender. Acho que é importante criar esse gosto por estudo e continuar nesse rumo, acho que é melhor que eu posso fazer!


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