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Aela.io

De Estagiária Em Design Gráfico a Lead UX/UI — Entrevista com Bárbara Niriz

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Bárbara, apresente-se para nós

Eu me graduei em Design Gráfico em 2016 e quando eu estava perto de me formar tive a oportunidade de participar do Bootcamp MID.

Minha experiência e conhecimento com UX/UI pela faculdade era básico e superficial. Então, acabei me interessando pelo curso, pois percebi que não focava apenas na interface do computador e do celular.

Em 2017 foquei nos estudos e mergulhei nessa área que tenho gostado bastante. Com o MID, eu consegui expandir minha mente e visão para a realidade dessa área, pois não tinha conhecimento das inovações da área de Design.

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Como era seu trabalho antes da migração?

Eu realizava trabalhos na área de Design gráfico, identidade pessoal, peças gráficas e tive alguns projetos autônomos — diagramação de um livro. E desde que comecei o curso continuei lidando com projetos de Design Gráfico, inicialmente.

Então você conheceu o Design digital por causa do Bootcamp MID?

Sim, foi pelo curso. Na faculdade eu vi apenas um pouco sobre o assunto, mas de forma rápida. Como é um curso extenso, é difícil estudar todos as possibilidades do Design.
Não estudei quase nada sobre experiência do usuário; eu vi mais sobre arquitetura da informação.

barbara
UI para case study da aluna Bárbara Niriz

Há ainda muita confusão quando se fala nas diferenças entre Designer gráfico e Designer digital. Como você avalia isso?

A diferença está principalmente no meio de atuação que é digital. Para mim, já vir com essa bagagem do Gráfico foi muito bom para minha experiência no curso e para minha vida profissional.

Acho que as duas áreas se complementam na questão visual. Porém, se distinguem também, pois há mais processos para se lidar no digital; você tem que focar no problema e há uma maior interação com o cliente. Além disso, no UX/UI você precisa sempre estudar, inovar e se atualizar.

Por exemplo, na construção de um livro eu não participava de processos para diagramar e construir um layout; na criação de marcas eu até utilizava algumas ferramentas do Design Thinking, mas não tinha esse contato com o cliente.

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Nos conte um pouco sobre em que está atuando no momento

Estou a mais de um mês nesse novo trabalho. Lá eu atuo como Lead Designer em UX/UI e tem sido uma experiência muito interessante para mim. É um lugar em que eu tenho liberdade para propor minhas ideias. Além de poder levar um pouco da cultura do UX/UI Design para a empresa.

No momento estou em um projeto de UX research — pesquisa — onde eu posso aplicar conhecimentos adquiridos no MID e na faculdade, o que tem contribuído muito para minha experiência como Lead Designer.

O que tem me ajudado, também, é buscar aprender com outras áreas e outros profissionais na empresa. Estou seguindo minha intuição e está dando super certo para mim.

Fale um pouco mais sobre a empresa que você trabalha.

É uma empresa que fica em Miami, Flórida, nos Estados Unidos, é do segmento de telecomunicação. Eles têm um aplicativo bem completo, que oferece maiores oportunidades de negócio com os usuários.

Na empresa, há eu e mais uma Designer, porém ela fica mais com a parte do site e eu com o UI. Eu trabalho direto com os desenvolvedores, analistas de negócio, marketing e project manager. Acho importante interagir com essa pluralidade de áreas, pois contribui muito para o alinhamento do projeto em desenvolvimento.

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Sketches para case study da aluna Bárbara Niriz

E o inglês? Tem sido um desafio para você?

Tem sido muito bacana passar por essa experiência em inglês. Nos primeiros dias e na primeira reunião, eu me sentia um pouco perdida pelo fato de ter muitas pessoas falando ao mesmo tempo. Mas eu consegui captar a mensagem e deu tudo certo.

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Essa é sua primeira experiência como UI Designer. Como aconteceu de você conseguir essa oportunidade?

Recebi uma proposta por e-mail da equipe de recrutamento e eu batia com todos os requisitos, o que me deixou muito contente. Mesmo não lidando só com UX/UI, a vaga estava super atraente para mim.

Então, eu entrei em contato com eles e conversamos por telefone. A empresa pediu um vídeo sobre mim e minhas expectativas, para conferir se eu falava realmente bem o idioma.

Enviei também um documento falando sobre minha experiência profissional e meu portfólio. Foi um processo bem longo.

Após mais ou menos 10 dias eu recebi um e-mail dizendo que a vaga já tinha sido preenchida. Nesse momento fiquei bem chateada. Porém, um mês depois eu recebi outro e-mail que falava que a vaga estava aberta novamente e perguntaram se eu tinha interesse. Respondi que sim, mandei mais alguns documentos e eles marcaram mais entrevistas com a equipe deles.

A entrevista foi muito produtiva e tivemos um diálogo bem aberto. Eles elogiaram muito meu portfólio, principalmente os projetos que elaborei no MID. Após essa conversa, recebi uma mensagem deles falando que queriam me contratar.

O processo todo levou por volta de 1 mês.

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E nesse período que você está trabalhando já colocou a “mão na massa”?

Com certeza. Agora estou atuando com a parte de pesquisa, aplicar teste com usuário e já realizei projetos de UI e de reestruturação do aplicativo.

Durante os projetos, como disse antes, eu tenho muita liberdade para dar minha opinião, o que eu gosto muito. Eu corro atrás de tudo o que eu posso contribuir e favorecer a minha tomada de decisão.

Conte como foi sua experiência para montar seu portfólio

O que mais impactou meu portfólio foram os projetos que desenvolvi já durante os primeiros níveis do Bootcamp. Se eu não tivesse nenhum direcionamento eu não saberia como construir um portfólio tão completo e que recebeu tanta atenção dos recrutadores e empresas.

Não é difícil. Porém, dá trabalho sim, mas desde que você comece a fazer seu projeto passo a passo e de forma organizada fica muito mais fácil para montar e apresentar.

É importante sempre detalhar os projetos. Isso foi um ponto positivo durante a minha contratação. Eles querem realmente saber qual foi o processo de criação até a conclusão do trabalho.

UI para case study da aluna Bárbara Niriz

Teve alguma alteração que você fez no seu LinkedIn ou portfólio que melhorou seu contato profissional?

Sim. Meu portfólio estava em PDF. Estava bom, mas não excelente. Então, eu segui mais a fundo as recomendações do curso e da tutoria para organizá-lo melhor e deu muito certo.

Como complemento a isso, algo que ajudou muito foi ter colocado o perfil do Linkedin em inglês e deixá-lo bem detalhado. Antes eu usava nas duas línguas — português e inglês. Funcionava, porém, quando eu mudei somente para o inglês facilitou a atualização e eu comecei a receber muito mais contato no LinkedIn e no e-mail. Tanto regionais quanto de outros estados. Inclusive dessa empresa que eu estou hoje.

O que você acha que o curso MID te proporcionou em relação às oportunidades que conseguiu?

A questão de abrir a mente para novas possibilidades foi essencial para meu desenvolvimento. A metodologia e as mentorias foram muito importantes para mim. Eu tinha uma mentalidade limitada ao Designer gráfico, mas com as orientações do MID, focadas na área digital, expandiram muito minha visão.

Em relação a buscar justificativas reais e situações comprovadas para desenvolver meu trabalho, também contribuiu muito para mim.

Quais seus planos para o futuro?

Eu pretendo continuar a aprender mais e mais, e me dedicar ao curso, pois ainda estou no início. Cada vez estudar mais e me especializar na área para melhorar a minha tomada de decisões. E quem sabe conquistar novas oportunidades não remotas no exterior.

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Qual dica você dá para as pessoas que querem migrar do Design gráfico para o UI/UX product Design?

Ter em mente sempre seu objetivo e propósito do que se quer fazer. Estudar bastante, dedicar-se e ter muita paciência, tanto no estudo quanto nas oportunidades. E finalmente, ter sempre em mente onde você quer chegar.


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